quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mais uma Ícone em referência ao Teatro Brasileiro


Aracy Balabanian (Campo Grande, 22 de fevereiro de 1942[1]) é uma atriz brasileira.

Os seus pais vieram para o Brasil da Armênia, fugindo do genocídio promovido naquele país pelos turcos otomanos. Nasceu em Campo Grande, capital do atual estado de Mato Grosso do Sul.

Aos quinze anos mudou-se para São Paulo com os sete irmãos. Fez o vestibular para Ciências Sociais e para a Escola de Arte Dramática, vindo a abandonar os estudos de Sociologia para se dedicar ao teatro.

A sua estréia em televisão foi na peça Antígona, de Sófocles, montada pela TV Tupi. Contrário à carreira da atriz, o pai de Aracy só aceitou a opção profissional da filha em 1968, quando ela contracenou com Sérgio Cardoso na novela Antônio Maria.

Se tornou uma das maiores intérpretes do meio e criou personagens inesquecíveis como a idealista Violeta de O Casarão (1976), de Lauro César Muniz, a sofrida Maria Faz-Favor de Coração Alado (1980/81), de Janete Clair, a ardilosa Marta de Ti Ti Ti (1985/86) e a misteriosa Maria Fromet de Que Rei Sou Eu? (1989), ambas de Cassiano Gabus Mendes, a excêntrica Dona Armênia das novelas Rainha da Sucata (1990) e Deus nos Acuda (1992/93), ambas de Sílvio de Abreu e aquela que talvez seja a sua mais marcante, a fria e autoritária matriarca Filomena Ferreto de A Próxima Vítima (1995), também de Sílvio de Abreu.

Curiosamente atuou pouquíssimo no cinema nacional. No teatro, pode-se ressaltar seus desempenhos em peças dirigidas por Ademar Guerra, como Hair, de 1968 e interpretando Clarice Lispector em Clarice Coração Selvagem, encenada em 1998.

Trabalhos no teatro



1963 - Os Ossos do Barão
1966 - Oh, que delícia de guerra
1969 - Hair
1977 - Brechet, segundo Brechet
1980 - A Direita do Presidente
1985 - Boa noite Mãe
1985 - O Tempo e os Conways
1988 - Folias no Box
1991 - Fulaninha e Dona Coisa
1995 - Dias Felizes
1998 - Clarice Coração Selvagem
2006 - Comendo entre as refeições


Trabalhos no cinema



1998 - Policarpo Quaresma, Herói do Brasil .... Maricota
1998 - Caramujo-flor.... Mulher de vestido preto
1975 - A Primeira Viagem .... Irene


Trabalhos na televisão



1965 - Marcados pelo Amor .... Lúcia
1966 - O Amor Tem Cara de Mulher .... Matilde
1966 - Um Rosto Perdido .... Alba
1967 - Angústia de Amar .... Jane
1967 - Meu Filho, Minha Vida .... Nellie
1967 - Sublime Amor .... Helena
1968 - Antônio Maria .... Heloísa
1968 - O Coração Não Envelhece
1969 - Nino, o Italianinho.... Bianca
1971 - A Fábrica.... Isabel
1972 - O Primeiro Amor .... Giovana
1972 - Vila Sésamo .... Gabriela
1974 - Corrida do Ouro .... Teresa
1975 - Bravo! .... Cristina Lemos
1976 - O Casarão .... Violeta Souza
1977 - Locomotivas .... Milena Cabral
1978 - Pecado Rasgado.... Teca
1980 - Coração Alado.... Maria Faz Favor
1981 - Brilhante .... Vera Mesquita
1982 - Elas por Elas.... Helena Aranha Muniz
1983 - Guerra dos Sexo.... Greta
1984 - Transas e Caretas.... Ana
1985 - Ti Ti Ti .... Marta
1986 - Mania de Querer .... Lúcia
1987 - Helena .... Úrsula
1989 - Que Rei Sou Eu?.... Maria Fromet / Lenore Gaillard
1990 - Rainha da Sucata.... Dona Armênia
1991 - Felicidade.... Paquita
1992 - Deus Nos Acuda.... Dona Armênia
1994 - Pátria Minha.... Rosário
1995 - A Próxima Vítima.... Filomena Ferreto
1995 - Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados .... Dona Geninha
1996/2001 - Sai de Baixo.... Cassandra Matias Salão Pereira
2001 - Brava Gente .... Custódia
2002 - Sabor da Paixão .... Hermínia Lemos
2003 - Linha Direta .... Ana Rosa Naves
2004 - Da Cor do Pecado .... Germana Cordiolli Lambertini
2005 - A Lua Me Disse .... Leontina Sá Marques
2007 - Eterna Magia .... Inácia Finnegan
2008 - Casos e Acasos .... Amélia (um episódio)
2008 - Queridos Amigos .... Teresa Fernandes Moretti
2008 - Toma Lá, Dá Cá .... Shafika Sarakutian (episódio: "A Ilha do Dr. Ladir")
2008 - O Natal do Menino Imperador .... D. Mariana
2010 - Passione .... Gemma Matolli

Outra Ícone em referência brasileira


Yoná Magalhães Gonçalves Mendes da Costa, (Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1935) é uma atriz brasileira.

Começou carreira no rádio em 1953, logo passando para a TV, tendo participado de inúmeras telenovelas. Foi a primeira mocinha do casting da Rede Globo.

Em fevereiro de 1985 posou na revista masculina Playboy aos cinquenta anos de idade.

Do casamento com o produtor Luís Augusto Mendes, Yoná teve um filho: Marcos Mendes.




Filmes

1967 - Opinião Pública
1965 - Society em Baby-Doll
1964 - Deus e o Diabo na Terra do Sol
1958 - Pista de Grama
1958 - Alegria de Viver


Teledramaturgia

2009 - Cama de Gato - Adalgisa
2009 - Tudo Novo de Novo - Esther (episódios: "Sogras e Lagartos" e "Intimidades")
2008 - Negócio da China - Suzete Noronha
2008 - Dicas de Um Sedutor - Eliana (episódio: "Amor e Amizade")
2007 - Paraíso Tropical - Virgínia Batista
2005 - Carga Pesada - Edna
2005 - Sob Nova Direção - Daslusa Fragoso
2004 - Senhora do Destino - Flaviana
2004 - Um Só Coração - Lígia do Amaral
2003 - Agora É Que São Elas - Sofia
2001 - As Filhas da Mãe - Violante Ventura
2001 - A Padroeira - Úrsula
1999 - Vila Madalena - Bibiana
1998 - Era uma Vez - Anita
1996 - Anjo de Mim - Ivete
1995 - Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados - Geni (minissérie)
1995 - A Próxima Vítima - Carmela Ferreto
1994/99 - Você Decide
1993 - Sonho Meu - Magnólia
1992 - Despedida de Solteiro - Lola
1990 - Meu Bem, Meu Mal - Valentina Venturini
1989 - Tieta - Tonha
1988 - Vida Nova - Lalá
1987 - O Outro - Índia do Brasil
1985 - Grande Sertão: Veredas - Maria Mutema (minissérie)
1985 - Roque Santeiro - Matilde
1984 - Amor com Amor se Paga - Grace (Maria da Graça)
1983 - Maçã do Amor - Lia (TV Bandeirantes)
1982 - Os Imigrantes - Terceira geração - Mercedita (TV Bandeirantes)
1981 - Os Imigrantes - Mercedes (TV Bandeirantes)
1980 - Dulcinéa Vai à Guerra - Pepita (TV Bandeirantes)
1980 - Cavalo Amarelo - Pepita (TV Bandeirantes)
1979 - Gaivotas - Maria Emília (TV Tupi)
1978 - Sinal de Alerta - Talita
1977 - Espelho Mágico - Nora Pelegrini
1976 - Saramandaia - Zélia Tavares
1975 - O Grito - Kátia
1975 - Cuca Legal - Fátima
1974 - Corrida do Ouro - Valquíria
1973 - O Semideus - Adriana
1972 - Uma Rosa com Amor - Nara Paranhos de Vasconcellos
1970 - Simplesmente Maria - Maria (TV Tupi)
1969 - A Ponte dos Suspiros - Leonor Dantolo
1968 - A Gata de Vison - Dolly Parker / Meggy Parker
1968 - Demian, o Justiceiro - Princesa Surama
1967 - A Sombra de Rebeca - Suzuki
1966 - O Sheik de Agadir - Janette Legrand
1966 - Eu Compro Esta Mulher - Maria Teresa
1959 - Trágica Mentira - (TV Tupi)
1955 - As Professoras - (TV Tupi)

domingo, 13 de junho de 2010

Referências do Teatro Brasileiro

Alline Machado e Nicette Bruno

Mais uma Ícone em Referência ao Teatro Brasileiro


Nicete Bruno se chama Nicete Xavier Miessa. Nasceu em Niteroi, Rio de Janeiro, em 07 de janeiro de 1933.

Os avós maternos e paternos eram descendentes de alemães e franceses. A mãe de Nicete era a cantora lírica e atriz Eleonor Bruno. Os tios estudaram balé clássico no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Nicete, que se criou nesse ambiente artístico, logo se profissionalizou, arrastando consigo a mãe, Eleonor.

Na verdade também os tios e a mãe foram participar de shows no Cassino da Urca, e no Cassino Atlântico. Formaram, o “Show dos irmãos Bruno”, com muito sucesso. A garota então teve todo o apoio da família, quando ingressou no Teatro Universitário do Rio de Janeiro. Ali conheceu artistas famosos, como Dulcina de Moraes, Odilon Azevedo, Conchita de Moraes, Itália Fausto, Luiz Delfino, Baeta Brasil, Pascoal Carlos Magno.

Estava então com 14 anos. Nicete ganhou o papel de Julieta, em Romeu e Julieta. E depois passou para o Teatro Municipal. Fez “O Anjo Negro”, de Nelson Rodrigues.

Ganhou logo um nome grande no teatro. Daí surgiu a idéia de se construir o “Teatro de Alumínio”, um teatro itinerante, no Rio de Janeiro. E Nicete foi ao Presidente Getúlio Vargas, que se encantou com a beleza e juventude da garota, dizendo-lhe: “Sim”. Mas a verba não saiu, o que frustrou Nicete e a deixou mal com a imprensa, pois ficou tida como mentirosa.

Nicete tinha 16 anos e uma vontade firme. Resolveu viajar para São Paulo e conseguiu montar o Teatro de Alumínio na capital paulistana, no Vale do Anhangabaú, na Praça das Bandeiras. Junto com ela estava Abelardo Figueiredo. Aí, Nicete formou a Companhia Nicete Bruno, o T.I.N.B. (Teatro Íntimo Nicete Bruno) e contratou, para ser galã, Paulo Goulart, com quem, um tempo depois, veio a se casar e a ter três filhos: Bárbara, Beth e Paulinho. Todos seguiram a carreira artística.

O casamento realizou-se no palco do teatro.

Nicete Bruno foi também para a televisão, que estava começando no Brasil. E sempre dividiu suas atividades entre as três coisas: atriz de teatro, empresária teatral e atriz de televisão. Fez sempre enorme sucesso. Esteve nas emissoras de televisão Tupi de São Paulo, Tupi do Rio, TV Excelsior, TV Globo.

Na Globo fez “Selva de Pedra”, “Sétimo Sentido”, “Rainha da Sucata” , “O Amor está no ar” , "Alma Gêmea", "O Sítio do Picapau Amarelo", entre outras produções.

Participou de filmes, sem nunca deixar o teatro. No cinema, um de seus trabalhos mais recentes é o filme “Seja o que Deus quiser” (2003) direção de Murilo Salles, atuando ao lado de Marília Pêra e Marcelo Serrado.

No teatro já comemorou mais de 50 anos de carreira. Um dos seus últimos trabalhos foi ao lado de Paulo Goulart, com o espetáculo “O Homem Inesperado” de Yasmina Reza, direção Emílio de Mello, com supervisão de Daniel Filho.

Faz também muitos “comerciais” para a televisão.

Em 2007, fez uma participação na novela "O Profeta" e , em seguida, integrou o elenco da novela "Sete Pecados" .

Em 2008, Nicete está nos cinemas, participando do filme "A Guerra dos Rocha".


No teatro

"A Alegre Canção da Montanha"-1951

"A Filha de Iório"

"A Megera Domada" (1964)

"Escola de Mulheres" (1965)

" A Gordinha "- 1970

"Éramos Seis"

"Papai Coração" (1976)

"Mãos ao Alto"

"Efeitos do Raio Gama..."

"Como Salvar Meu Casamento" - 1979

"Sétimo Sentido" - 1982

"Quarta-Feira, Sem Falta, Lá em Casa"

"Crimes Delicados" - 2001

"O Homem Inesperado" - 2006


Televisão

"Selva de Pedra" -1986

"Rainha da Sucata" - 1990

"Roque Santeiro - O Musical"

Seriado "Mulher" - 1998

"O Amor Está no Ar" - 1997

"Labirinto" -1998

"Andando nas Nuvens"

Minissérie "Aquarela do Brasil"

Coleçao Aplauso

"Seja o que Deus Quiser"

"O Sítio do Picapau Amarelo" -2004

"Alma Gêmea" - 2005

"O Profeta"

"Sete Pecados" - 2007

"A Guerra dos Rocha" - 2008

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Amor ao Ator - Plínio Marcos




Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano tornem um homem duro ou cínico o suficiente para ele permanecer indiferente às desgraças ou alegrias coletivas, sempre haverá no seu coração, por minúsculo que seja, um recanto suave onde ele guarda ecos dos sons de algum momento de amor que viveu na sua vida. Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade e por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que por desencanto ou medo se sujeita, e inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação. Os atores têm esse dom. Eles têm o talento de atingir as pessoas nos pontos onde não existem defesas. Os atores, eles, e não os diretores e autores, têm esse dom. Por isso o artista do teatro é o ator. Mas o ator tem que se conscientizar de que é um Cristo da humanidade e que seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva. O ator tem que saber que, para ser um ator de verdade, vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios. É preciso que o ator tenha muita coragem, muita humildade e, sobretudo um transbordamento e amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor da personalidade de suas personagens, com a única finalidade de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidades padronizados, como os hipócritas com seus códigos de ética pretendem. Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas crises de euforia ou depressão. Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia, é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente, procurando no seu mais secreto íntimo, afinidades com as distorções de caráter que seu personagem tem. E amo muito mais o ator quando, depois de tantos martírios, surge no palco com segurança, emprestando seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade para expor sem nenhuma reserva toda a sensibilidade do ser humano reprimido, violentado. Eu amo o ator que se empresta inteiro para expor para a platéia os aleijões da alma humana, com a única finalidade de que seu público se compreenda, se fortaleça e caminhe no rumo de um mundo melhor que tem que ser construído pela harmonia e pelo amor. Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem ter – não é o dinheiro, não são os aplausos – é a esperança de poder rir de todos os risos e chorar todos os prantos. Eu amo os atores que sabem que no palco cada palavra e cada gesto são efêmeros e que nada registra nem documenta sua grandeza. Amo os atores e por eles amo o teatro e sei que é por eles que o teatro é eterno e que jamais será superado por qualquer arte que tenha que se valer da técnica mecânica.


AMO TEATRO, AMO SER ATRIZ...........

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Caminhando para o fim de uma jornada


Tem dias que me sinto assim "apagadinha", sem ver o sentido no que eu to fazendo, no que to seguindo, trilhando pra mim mesma. È como se eu fechasse as porta pra um pedacinho da minha vida muito importante e que dói muito ter que deixá-lo ir......

Mais uma Ìcone em referência do Teatro Brasileiro

Dolores Gonçalves Costa, mais conhecida como Dercy Gonçalves (Santa Maria Madalena, 23 de junho de 1907 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 2008), foi uma atriz brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960.

Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil.


Cem anos

No dia 23 de junho de 2007, Dercy Gonçalves completou cem anos com uma festa na praça General Brás, no centro do município de Santa Maria Madalena (sua cidade natal) na região serrana do Rio de Janeiro. Na festa, Dercy comeu bolo, levantou as pernas fazendo graça para os fotógrafos, falou palavrão e saudou o povo, que parou para acompanhar a comemoração. Embora oficialmente tenha completado cem anos, Dercy afirmava que seu pai a registrou com dois anos de atraso, logo teria completado 102 anos de idade[3]. Foi este também o mês em que Dercy subiu pela última vez num palco: foi na comédia teatral "Pout-PourRir" (espetáculo criado e dirigido pela dupla Afra Gomes e Leandro Goulart, que reúne os melhores comediantes da atualidade e do passado), onde comemorou "Cem Anos de Humor", com direito à festa, autógrafos de seu DVD biográfico e um teatro hiper-lotado por um público de fãs, celebridades e jornalistas. A noite, inesquecível para quem estava presente, onde Dercy foi entrevistada pelo ator Luis Lobianco (que interpreta no espetáculo uma sátira à Marília Gabriela), ainda deixou para a história duas frases memoráveis. Numa "Marília Tagarela" pergunta à atriz se ela tem medo da morte, e Dercy, sempre de forma irreverente responde: "Não tenho medo da morte, a morte é linda... (ela repensa) ...mas a vida também é muito boa!", e no fim, após cortar o bolo com as próprias mãos e atirar nos atores, diretores e plateia, faz o público emocionar-se ainda mais, dizendo: "Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha". Um ano depois viria a falecer um dos maiores mitos da dramaturgia brasileira.

Eu fiz 94 [anos], mas me digo que estou com 95 para me energizar e chegar lá. Escrevem o que eu digo: eu só vou morrer quando eu quiser! Não programo morte, eu programo vida!

— Ao completar 94 anos
A morte é linda...mas a vida também é muito boa!

— Em cena pela última vez no espetáculo Pout-PourRir
Eu vou sentir falta de vocês. Mas vocês também vão sentir a minha.

— Para uma plateia lotada no espetáculo Pout-PourRir


Morte

Morreu com 101 anos no papel e 103 de verdade,às 16h45[2], no dia 19 de julho de 2008, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela foi internada na madrugada do sábado dia 19 de julho. A causa da morte teria sido uma complicação decorrente de uma pneumonia comunitária grave, que evoluiu para uma sepse pulmonar e insuficiência respiratória[4]. O estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias em memória à atriz[5]. Na mesma semana, Afra Gomes e Leandro Goulart e o elenco de Pout-PourRir prestam, em cena, uma última homenagem à Dercy.

Deus é um apelido. Ele pra mim não existe. O que existe é a natureza. Deus é fantasma, mas a natureza é a verdade.

— Dercy Gonçalves

[editar] Filmografia
1943 - Samba em Berlim
1944 - Abacaxi Azul
1944 - Romance Proibido (Dercy)
1946 - Caídos do Céu (Rita Naftalina)
1948 - Folias Cariocas
1956 - Depois Eu Conto
1957 - A Baronesa Transviada (Gonçalina / Baronesa)
1957 - Absolutamente Certo (Bela)
1957 - Feitiço do Amazonas
1958 - Uma certa Lucrécia (Lucrécia)
1958 - A Grande Vedete (Janete)
1959 - Cala a Boca, Etelvina (Etelvina)
1959 - Entrei de gaiato(Anastácia da Emancipação)
1959 - Minervina Vem Aí (Minervina)
1960 - A Viúva Valentina (Valentina)
1960 - Dona Violante Miranda (Violante Miranda)
1960 - Com Minha Sogra em Paquetá
1960 - Só Naquela Base
1963 - Sonhando com Milhões
1970 - Se Meu Dólar Falasse
1980 - Bububu no Bobobó
1983 - O Menino Arco-Íris
1993 - Oceano Atlantis
2000 - Célia & Rosita (curta-metragem)
2008 - Nossa Vida Não Cabe Num Opala

Sensações

"...tomada pelo êxtase do momento e adrenalina passando por todo corpo, não parava de descrever sua emoção, dizia que quando se acendeu as luzes e se viu aquele numero todo de pessoas foi como se ela n ouvisse mais nada e só vice os fleches da maquinas, pessoas chorando e aplaudindo todo em câmera lenta, sentia o coração bate mais forte, e pela primeira vez Alline soube o que era chorar de emoção principalmente quando nomeio da multidão ela viu os um maiores apoios de sua vida chorando junto com ela, seu avô Alfredo.Ela tinha acabado de sentir a sensação que somente um amor verdadeiro e único..."

domingo, 11 de abril de 2010

Algumas Palavras

"...Ela tinha acabado de sentir a sensação que somente um AMOR verdadeiro e único, sem precisar necessariamente ser entre um homem e uma mulher, somente pelo simples prazer, de fazer o que gosta, ali, ela teve plena certeza e convicção do que queria fazer pelo resto de sua vida..."

Algumas Palavras



Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mestres de Alline Machado

Alline Machado

Wilson Caetano
Jorge Amarob
Marcelo Ortega

segunda-feira, 8 de março de 2010

Alline Machado em "As glorias de Nelson"

Essa apresentação era para ter sido uma montagem com varias esquets com peças de Nelson Rodrigues em uma noite dedicada ao próprio, mas, infelizmente essa apresentação não saio das fotos..... porem fotos que me orgulho muito de ter feito, ao lado de uma pessoa que pra mim, merece todo meu Respeito e Admiração Sr Lazaro Da Cunha, que representava o saudoso Nelson Rodrigues e eu nas fotos era sua imaginação criando "Asas" na concepção de mais uma de suas "Glorinhas" da vida.............DIGA SE DE PASAGEM UMA BELA MONTAGEM!!!!!!!!!!!E eu ainda bem menininha, RSRSRSR Isso ja faz um bommmm tempo!!!!!

domingo, 7 de março de 2010

Uma Ícone em referência ao Teatro Brasileiro pouco comentada!!!


Dulcina de Morais (Valença RJ 1908 - Brasília DF 1996). Atriz. Intérprete de marcado estilo próprio, sobretudo no gesto e no rosto, e de temperamento mais propício à comédia, Dulcina atravessa cinco décadas de montagens sucessivas, três delas à frente de sua companhia, tornando-se um "monstro sagrado" do teatro brasileiro. Na década de 50 cria a Fundação Nacional de Teatro, uma das primeiras escolas de formação em teatro no país.

Filha dos atores Conchita e Átila de Morais, Dulcina toma parte em representações da companhia mambembe dos pais ainda bebê. A carreira de atriz começa na década de 20, quando assina seu primeiro contrato, com a Companhia Brasileira de Comédia, de Viriato Corrêa. Aos 17 anos, entra para a empresa teatral de Leopoldo Fróes, a mais importante do início do século. Já no começo de carreira, seu desempenho chama a atenção do público e da imprensa, que o define como uma vocação inata. Ao mesmo tempo em que é elogiada pela sinceridade, pela naturalidade e pelo temperamento vivaz, recebe restrições a seus excessos, sua falta de domínio do rosto e dos gestos, incapazes de comedimento.

Em 1934, funda com o marido, o ator Odilon Azevedo, a companhia Dulcina-Odilon. No mesmo ano, protagoniza Amor, de Oduvaldo Vianna. O autor se encarrega da orientação artística da montagem e promove uma lapidação na interpretação da atriz que a faz, segundo o crítico Mário Nunes, transformar seu nervosismo em expressividade e, dessa forma, atingir "a posição mais alta que no nosso meio uma atriz pode alcançar".1

O sucesso da atriz atinge as camadas mais altas da sociedade e Dulcina faz moda: os vestidos que usa em cena servem como modelo para o público feminino. Ganha medalha do mérito da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT, como melhor atriz do ano de 1939 pelo conjunto de trabalhos.

Em 1945, a montagem de Chuva, de John Colton e Clemence Randolph, tem apoio e subvenção do ministro Capanema para uma temporada oficial no Teatro Municipal. O espetáculo se torna um marco em sua carreira, na medida em que se mostra engajado na modernização teatral - principalmente pela idéia de conjunto em que se baseia. A crítica considera o papel de Sadie Thompson um dos melhores da carreira da atriz. Um dos aspectos que mais impressiona o público é a chuva, que durante os três atos cai sem parar no palco. Em viagem ao exterior, Dulcina merece destaque na imprensa espanhola e Chuva se torna o carro-chefe da companhia, fazendo parte de seu repertório durante 15 anos. Na remontagem de 1953, a revista Anhembi publica que "Chuva está para os nossos velhos grupos profissionais como Vestido de Noiva está para os novos",2 em função da técnica e do equilíbrio que caracterizava a montagem.

Em 1949, ganha novamente o Prêmio ABCT, mas agora como melhor direção por Mulheres, de Claire Boothe.

Em 1952, Dulcina já é a "primeira atriz do teatro brasileiro".3 Volta a ser criticada pela interpretação desmedida em A Doce Inimiga, de André-Paul Antoine, 1953, ano em que ganha o Prêmio Municipal de Teatro de melhor direção por O Imperador Galante, de Raimundo Magalhães Junior.

No final dos anos 50, convencida da necessidade de revestir a profissão de ator de uma preparação técnica, a atriz investe o dinheiro poupado ao longo da carreira na criação da Fundação Brasileira de Teatro, FBT, que realiza cursos e espetáculos. Em 1972, transfere-se com sua fundação para a capital federal.

Dulcina só retorna ao palco carioca em 1981, a convite de Bibi Ferreira, que a dirige em O Melhor dos Pecados, de Sérgio Viotti, escrito especialmente para a atriz. O espetáculo se inicia com uma citação de Chuva: ao se apagarem as luzes, ouve-se a gargalhada da atriz na coxia - o que faz o público, na estréia, ovacionar vivamente, em sinal de reconhecimento. Ganha o Prêmio Molière Especial. O crítico Yan Michalski, identificando que toda a razão de ser do espetáculo estava no retorno e na homenagem a Dulcina, a define como "monstro sagrado", termo que identificava os grandes atores, capazes de unir carisma e técnica numa interpretação pessoal. No texto, o crítico define o estilo da atriz: "O instrumental de que Dulcina dispõe, particularmente no gênero da comédia ligeira e sofisticada, sempre foi admirável: ela domina o desenho do gesto com precisão milimétrica, desloca-se pelo palco com uma elegância toda pessoal, dispõe de uma gama bem definida de recursos faciais, elaborou uma musicalidade de inflexões inconfundível, e sobretudo controla à perfeição esse trunfo misterioso - mas eminentemente técnico - chamado 'tempo da comédia'."

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mais uma Bela Ícone em referência ao Teatro Brasileiro



Estreou profissionalmente no palco do Teatro Copacabana, no Rio de Janeiro, em 1949, na companhia de Fernando de Barros, fazendo, ao lado de Paulo Autran e sob a direção de Silveira Sampaio, "Um Deus Dormiu Lá em Casa" (Anfitrião), de Guilherme Figueiredo, já angariando prêmio de atriz revelação pela Associação de Críticos Cariocas, e chamando logo a atenção pela sua beleza e malícia. Seguiu-se em 1950, na mesma companhia, e com direção de Ziembinski, "Amanhã, Se Não Chover", de Henrique Pongetti.

Foi, então, contratada pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde fez “Tico-tico no fubá” e “É Proibido Beijar” .

Em 1951, Tônia Carrero mudou-se para São Paulo, contratada pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz; vindo a estrear no Teatro Brasileiro de Comédia, TBC, em 1953, obtendo sucesso pessoal, sob a direção de Adolfo Celi, em "Uma Certa Cabana", de André Roussin.



Sua curta trajetória no TBC incluiu participações em: "Uma Mulher do Outro Mundo", de Noel Coward, novamente dirigida por Celi, 1954; no mesmo ano, "Negócios de Estado", de Louis Verneuil e no papel-título em "Cândida", de Bernard Shaw, ambas direções de Ziembinski; e "Santa Marta Fabril S. A.", de Abílio Pereira de Almeida, mais uma encenação de Adolfo Celi.

Desligou-se da companhia paulista para fundar no Rio de Janeiro, junto a Adolfo Celi, agora seu marido, e o seu grande amigo Paulo Autran, a Companhia Tônia-Celi-Autran, CTCA, que estreou em 1956 com "Otelo", de William Shakespeare, em que Tônia Carrero fez uma elogiada Desdêmona. Na empresa da qual era sócia, Tônia protagonizou grande parte das produções, o que lhe permitiu, no contato com um repertório eclético, ir amadurecendo o seu ofício. Sob a direção de Celi, atuou, entre outras, em: "A Viúva Astuciosa", de Carlo Goldoni, "Entre Quatro Paredes" (Huis Clos), de Jean-Paul Sartre, ambas de 1956; "Frankel", de Antônio Callado, 1957; "Calúnia", de Lillian Hellman, 1958.



Em 1960, recebeu o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de melhor atriz por "Seis Personages à Procura de Um Autor", de Luigi Pirandello, estreado no ano anterior.

Em 1965, sem a estrutura da CTCA, sem a presença de Adolfo Celi, que havia guiado e impulsionado a sua carreira, Tônia Carrero criou a sua própria empresa, a Companhia Tônia Carrero, que não é mais um conjunto estável, mas uma firma que viabilizará as esporádicas montagens protagonizadas pela estrela. Interpretou com graça, ao lado de Paulo Autran, "A Dama do Maxim's", de Georges Feydeau; agora dirigida por outro diretor italiano, Gianni Ratto, 1965.

Em 1968, alcança um ponto alto em sua carreira, com a patética Neusa Suely, personagem principal de "Navalha na Carne", de Plínio Marcos. Sob a vigorosa direção de Fauzi Arap, artista que muito a influenciou nessa fase, Tônia despe-se da sua proverbial beleza e elegância, para mergulhar fundo no sofrimento e nas humilhações de uma miserável prostituta, levando os prêmios Molière e Associação de Críticos Cariocas.



Tonia Carreiro.....
Em 1970, Tônia Carrero voltou a ser dirigida por Fauzi, experimentando, em companhia de Paulo Autran, um drástico insucesso em uma montagem de "Macbeth", de William Shakespeare.

Em 1971, ela interpretou a Nora de "Casa de Bonecas", de Henrik Ibsen, sob a direção do seu filho Cecil Thiré. Ainda com ele, em 1974, comemorou seus 25 anos de teatro com o grande sucesso comercial de "Constantina", de Somerset Maugham. Protagonizou "Doce Pássaro da Juventude", de Tennessee Williams, com direção de Flávio Rangel, 1976. Dirigida por Antunes Filho, fez a pesonagem Marta de "Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?", de Edward Albee, 1978. Com direção de Adolfo Celi, em visita ao Rio de Janeiro, fez a comédia "Teu Nome É Mulher", de Marcel Mithois, 1979. Protagonizou "A Volta Por Cima", texto e direção de Domingos de Oliveira, em 1982.

Voltou a contracenar com Paulo Autran, e sob a direção deste, no árduo texto de Marguerite Duras, "A Amante Inglesa". Interpretou em 1984, com êxito de bilheteria, o papel de Sarah Bernhardt, em "A Divina Sarah", de John Murrel, direção de João Bethencourt.

A partir de 1986, Tônia Carrero parece mudar radicalmente os rumos de sua carreira, deixando de investir em clássicos e textos de resultado garantido, para correr o risco na produção e na interpretação de textos modernos, com encenadores de linguagem investigativa. Sua interpretação surpreendeu o público e crítica em "Quartett", de Heiner Müller, dirigida por Gerald Thomas, que ela conheceu na Off-off Brodway, em Nova York, e trouxe para o Rio de Janeiro, recebendo o Molière de melhor atriz.

Em 1989, sob a direção de Marcio Aurelio, comemorou 40 anos de carreira encenando um solo: vivendo Zelda Fitzgerald em "Esta Valsa é Minha", de William Luce, Tônia mostrou agilidade movimentando-se coreograficamente entre tapadeiras móveis no palco do Teatro Glória.




Em 1990, reencontrando o parceiro de cena Paulo Autran, aventurou-se em "Mundo, Vasto Mundo", uma coletânea de textos de Carlos Drummond de Andrade.


Na TV, Tônia Carrero estreou em “Sangue do meu Sangue”. Fez também as novelas “Pigmaleão 70”, “O Cafona”, “Primeiro Amor”, “Louco Amor”, “Água Viva”, “Sassaricando”, “Kananga do Japão”, “Esplendor”.


Foi casada por três vezes. Tem netos e bisnetos.

Em 2003, fez uma participação especial na novela "Senhora do Destino".

Em 2007, Tônia foi dirigida pelo neto Carlos Thiré em peça traduzida pelo filho, Cécil Thiré: "'Um Barco Para o Sonho', de Alexei Arbuzov, no Teatro Maison de France, no Rio.

Além do espetáculo, foi inaugurada, no saguão do Teatro Maison de France, uma exposição de fotos e figurinos de 12 personagens que marcaram a carreira da atriz.

Depois de 20 anos afastada das telas, em 2008 Tônia Carrero retornou ao cinema no filme "Chega de Saudade".

Outro Ícone em referência ao Teatro Brasileiro....


Bia Lessa

Beatriz Ferreira Lessa ou comumentemente mais conhecida como Bia Lessa (São Paulo, São Paulo, 1958) é uma atriz e diretora brasileira.

Estudou no 'O Tablado. Estreiou como atriz em Maroquinhas Fru-Fru, de Maria Clara Machado, com direção de Wolf Maya. Com Gilda Guilhon e Daniel Dantas, montou o Carranca, núcleo de teatro de rua político, que apresentou na Rocinha Zona do Agrião, adaptação de Senhor Puntilla e Seu Criado Matti, de Bertolt Brecht.

Em 1981, atuou na peça de Nelson Rodrigues, O Eterno Retorno, e Macunaima de Antunes Filho, com quem trabalhou por dois anos.

Já no Rio de Janeiro, fez sua primeira direção em A Terra dos Meninos Pelados, 1983, adaptação para obra de Graciliano Ramos, que se torna um acontecimento do teatro infantil daquele ano.

Adaptou para o teatro a obra [[Orlando - Uma Biografia]] de Virginia Woolf, tendo como protagonista a atriz Fernanda Torres. Cartas Portuguesas, Viagem ao Centro da Terra (Jules Verne), "O homem sem qualidades" de Robert Musil, As Tres Irmas (Tchekov) Medeia,

e "O Eleito" de Thomas Mann para o cinema : Crede mi

Atualmente está radicada no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cagadas de palco


Mais uma pra coleção..................
Essa é mais recente, era dia 25/05/2009 fui fazer a minha segunda apresentação de “Valsa n º06”no SESI da minha cidade, da 1º vez que eu apresentei ela foi em dezembro de 2008, foi PERFEITA!!!!!!!!!!!! Foi a única vez que eu gostei muito de uma apresentação minha, me superei e era a 1º vez que fiz um monólogo, mais da 2º vez............Afff, dia 25 caiu em um domingo e no sábado eu já tinha feito uma apresentação com um outro grupo, e na preparação antes da peça nós fizemos um exercício no escuro com musica bem alta pra relaxa, e a gente pulava, rolava, gritava, chorava tudo pra espantar o nervosismo, e numa dessa ALGUÈM que ate hoje não sei quem foi o INFELIZ que me deu uma TOPADA de calcanhar bem no dedo do meio do meu PÉ. Quando acenderam as luzes eu tava sentada no chão me CONTORCENDO de dor, vendo ate estrela na minha frente, mesmo assim não falei nada porque faltava só 15 minutos pra começar a apresentação. Fiz a apresentação...........COM UMA DOR DESGRAÇADA mais fiz!!!!!! Aì no Domingo no dia da apresentação do meu MONÒLOGO ai que o bicho pegou, acordei cedo pra ir pro teatro, pois ia ficar lá o dia todo repassando e fazendo as preparações. Bom o fato é que tive FEBRE a noite inteira acordei com a garganta tapada quase NÃO FALAVA .......................detalhe o monólogo tinha UMA HORA de falação sozinha...............e pior ainda meu dedo amanheceu ROXO E ENORMEEEEEEEEEE, quase eu não conseguia colocar o pé no chão, mesmo assim eu fui...............eu nem falei nada, mais dava p/ PERCEBER de longe, um calor danado e eu de BLUSA E MANCA kkkkkkk e comendo quase 1 quilo de maçã SOZINHA p/ melhorar a garganta e consegui falar na hora. Fiquei o dia todo assim, meu diretor já tava com medo de não dar mais p/ fazer, eu suava frio de tanta febre e mancava..............Mais mesmo assim TEIMEI e falei que ia fazer sim!!!!!!!!!!!! O monólogo todo, o meu diretor tinha marcado em cima de uma iluminação, ou seja cada fala do texto a luz correspondia em cima do palco.............MUITO BACANA!!!!!!!!!!! Porem o cara que fez a minha iluminação tava MAIS NERVOSO do que eu e me fez o favor de inverter quase TUDO o que tinha sido marcado!!! Daí eu que tava já fazendo um esforço danado pra não demonstrar que estava manca, e desci mais escada do que devia e voltei e avancei o texto mais vezes do que o marcado para o público não perceber as falhas que estavam acontecendo, eu tive que falar o texto de acordo com que o cara colocava a iluminação pra mim Mó TRAMPO!!!!! ALI eu percebi a importância de se estudar o texto e levar a sério esse negócio de DECORAR o texto. Porque se eu não soubesse bem 0 texto tinha DANÇADO LEGAL!!!!!!!!! Enfim ninguém percebeu nada, nem que eu tava quase “gritando” pra sair o texto, eu usava uma maquiagem branca no rosto a maquiagem escorreu toda, porque a teimosa fez a peça com febre e tudo, em tempo de dar um troço em cima do palco!!!!!!! Quando a peça acabou eu tava acabada, batendo o queixo de frio com muita febre e sem voz nenhuma. Meu pai me levou no médico direto de lá, diagnóstico: Começo de Pneumonia, Garganta muito inflamada, e o dedo....QUEBRADO que o médico não pode engessar porque não tinha sido na hora e eu tinha forçado muito.........CONCLUSÃO ele colocou no lugar na marra ou melhor no meu “BERRO”, fiquei 1 dia e meio internada. Ate hoje meus amigos falam que não perceberam nada disso que eu contei não, mais era verdade e a CAGADA DE PALCO,SIM , FOI EU TER FEITO E CONSEGUIDO TERMINAR ESSA PEÇA, ESSA SIM FOI UMA BELA CAGADA......................


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mais uma Ícone em referência as Teatro Brasileiro


Dos catorze aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e revistas, entre eles, Minha Querida Lady (1962), protagonizado por Bibi Ferreira, e O Teu Cabelo Não Nega (1963), biografia de Lamartine Babo, no papel de Carmen Miranda.

Voltaria a viver o papel da cantora no espetáculo A Pequena Notável (1966), dirigido por Ary Fontoura; no A Tribute to Carmen Miranda no Lincoln Center, em Nova Iorque (1975), dirigido por Nelson Motta; na única apresentação A Pêra da Carmem no Canecão em 1986, em 1995 e no musical Marília Pêra canta Carmen Miranda (2005), dirigido por Maurício Sherman. Vários críticos consideram obsessão o fato de Marília ter interpretado Carmem Miranda tantas vezes, sendo que nem são parecidas.

Em 1974 derrotou Elis Regina num teste para o musical Como vencer na vida sem fazer força. Logo depois, em 1975, gravou o LP Feiticeira, lançado pela Som Livre.

Sua primeira aparição na televisão foi em Rosinha do Sobrado, na Rede Globo, em 1965) e, em seguida, em A Moreninha. Em 1967 fez sua primeira apresentação em um espetáculo musical, A Úlcera de Ouro, de Hélio Bloch.

Em Fala baixo senão eu grito, de 1969, um drama de Leilah Assumpção, interpretou a complexa personagem Mariazinha, além de estrear como produtora. Por sua atuação, ganhou os prêmios da Associação Paulista de Críticos Teatrais (Troféu APCT), o Governador do Estado e o Prêmio Molière.

Marília é a atriz que mais atuou sozinha nos palcos, conseguindo agradar ao público na difícil arte do monólogo. Além de Carmen Miranda, desempenhou nas telas e no palco papéis de mulheres célebres, como Maria Callas, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e a ex-primeia dama do Brasil Sarah Kubitschek. Sua estréia como diretora aconteceu em 1978, na peça A Menina e o Vento, de Maria Clara Machado.

Em declaração feita ao Fantástico em 2006, pegando carona no sucesso de sua personagem Milú, na novela Cobras e Lagartos, Marília relatou sobre sua carreira. Ela disse que não suporta contracener com atores de mau hálito e chulé. Ela comentou que há muitos atores que não se preocupam com a higiene, sem citar nomes (foi uma indireta para seu par romântico na novela, Herson Capri). Marília alega que nunca se achou bonita, fato verídico, e que sempre foi desengonçada.

Nos anos 60, Marilia Pera chegou a ser presa durante a apresentação da peça Roda Viva (1968) de Chico Buarque e obrigada a correr nua por um corredor polonês. Foi presa uma segunda vez, visto que era tida como comunista, quando policias invadiram sua residencia, assustando a todos, inclusive seu filho de sete anos, que dormia.

Em 1992 fez o musical Elas por Elas, para a TV Globo. Ao lado da cantora Simone e de Cláudia Raia tornou público o apoio ao candidato Fernando Collor de Mello, nas eleições de 1989.

Em 2008, foi protagonista do longa-metragem, Polaróides Urbanas, de Miguel Falabella, onde interpreta duas irmãs gêmeas.

Em 2009, foi escalada para viver a hippie Rejane Batista na minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva. Após várias cenas gravadas, a atriz desistiu do papel, causando mal estar nos corredores da TV Globo. Cogita-se que Marília não voltará tão cedo aos programas da emissora. No lugar de Marília, entrou a atriz Betty Lago que se encaixou perfeitamente no papel, sendo muito elogiada pela crítica.

Algumas revistas de fofoca sugeriram que Marília deixou o elenco por não se sentir jovem para o papel. Disseram que Marília não estava compatível com as cinquentinhas, visto que Suzana Vieira tem a mesma idade e é bem mais bonita.


Carreira No teatro

Marília Pêra em Mademoiselle Chanel1962 - Minha querida lady
1963 - Teu cabelo não nega
1964 – A ópera dos três vinténs
1964 – Como vencer na vida sem fazer força
1966 – Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come
1966 - Onde canta o sabiá
1967 – A megera domada
1968 - Roda viva
1969 – A moreninha
1970 - A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato
1971 – A pequena notável
1973 – Apareceu a Margarida
1974 – Pippin
1975 – Feiticeira
1975 – Síndica, qual é a tua?
1976 – Deus lhe pague (musical)
1977 – O exércício
1978 – A menina e o vento (como atriz e também na direção)
1980 - Brasil da censura à abertura
1981 – Doce deleite
1983 – Adorável Júlia
1984 – Brincando em cima daquilo
1986 – O mistério de Irma Vap (apenas direção)
1987 – A estrela Dalva
1989 – Elas por ela
1992 - Elas por ela
1992 – A prima dona
1996 – Master Class
1998 – Toda nudez será castigada
2001 – Vitor ou Vitória
2003 – Marília Pêra canta Ari Barroso
2004 – Mademoiselle Chanel
2005 – Marília Pêra canta Carmen Miranda
2006 - Pasárgada! - participação em vídeo
2006 - W In Tour 2006 - Era Uma Vez... (direção do espetáculo da cantora Wanessa Camargo).
2007 - Um lobo nada mau (musical infantil - direção)
2008 - Doce Deleite (direção)
2009 - Gloriosa

No cinema

1968 - O homem que comprou o mundo
1970 - É Simonal
1971 - O Donzelo
1975 - Ana, a Libertina
1975 - O Rei da Noite
1978 - O drande desbun...
1980 - Pixote, a Lei do Mais Fraco
1987 - Louca de Prazer
1982 - Bar Esperança
1983 - Areias Sagradas
1985 - Mixed Blood
1986 - Anjos da noite
1989 - Dias melhores virão
1995 - Jenipapo
1996 - Tieta do Agreste
1998 - Central do Brasil
1999 - O viajante
2000 - Amélia
2003 - Seja o que Deus quiser!
2005 - Garrincha, a estrela solitária
2005 - Living the Dream
2005 - Vestido de noiva
2006 - Acredite, um Espírito Baixou em Mim
2006 - Pixote in Memoriam
2007 - Jogo de Cena
2008 - Embarque Imediato
2008 - Nossa Vida não cabe num Opala
2008 - Polaróides Urbanas

Na televisão

1965 - A Moreninha .... Carolina
1965 - Padre Tião
1965 - Rosinha do Sobrado .... Rosinha
1965 - Um Rosto de Mulher
1968 - Beto Rockfeller .... Manuela
1969 - Super Plá .... Joana Martini
1971 - Bandeira 2 .... Noeli
1971 - O Cafona .... Shirley Sexy
1972 - Uma Rosa com Amor .... Serafina Rosa Petrone
1974 - Supermanuela .... Manuela
1979 - Malu Mulher (participação)... (seriado)
1982 - Quem Ama Não Mata .... Alice (minissérie)
1987 - Brega e Chique - Rafaela Alvaray
1988 - O Primo Basílio .... Juliana Couceiro Tavira (minissérie)
1989 - Top Model .... Susana
1990 - Lua Cheia de Amor .... Genuína Miranda (Genu)
1990 - Rainha da Sucata .... ela mesma
1994 - Incidente em Antares .... Erotildes (minissérie)
1996 - O Campeão .... Elizabeth Caldeira
1997 - Mandacaru .... Isadora
1998 - Meu Bem Querer .... Custódia Alves Serrão
2001 - Brava Gente .... Pola (seriado)
2001 - Os Maias .... Maria Monfort (minissérie)
2003 - Celebridade .... ela mesma
2004 - Começar de Novo .... Janis (Marlene Emilinha / Vó Doidona)
2006 - Cobras & Lagartos .... Milu (Maria Lúcia Pasquim Montini)
2006 - JK .... Sarah Lemos Kubitschek (minissérie)
2007 - Duas Caras .... Gioconda de Queiroz Barreto
2007 - Toma Lá, Dá Cá .... Ivone (seriado - Episódio: Boi Sonso, Marrada Certa)
2008 - Casos e Acasos .... Juíza Sônia
2008 - Xuxa e as Noviças .... Irmã Gardênia



Principais prêmios

1969 – Prêmio de Melhor Atriz pela APCT por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”
1969 – Prêmio de Melhor Atriz pelo Governo do Rio de Janeiro por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”
1969 – Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação em “Fala Baixo Senão eu Grito”
1971 – Troféu Imprensa de Melhor Atriz por atuação em “O Cafona”
1977 – Prêmio Mambembe de Melhor Atriz por atuação em “O Exercício”
1981 – Prêmio de Melhor Atriz pela Sociedade de Críticos de Cinema dos Estados Unidos por atuação em “Pixote, a Lei dos Mais Fracos”
1982 – Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Festival de Gramado) por atuação em “Bar da Esperança”
1983 – Prêmio Molière de Melhor Atriz por atuação em “Brincando em Cima Daquilo”
1987 – Troféu Imprensa de Melhor Atriz por atuação em “Brega & Chique”
1989 – Menção como uma das Melhores Atrizes da década pela Sociedade de Críticos de Cinema dos Estados Unidos
1996 – Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Havana por atuação em "Tieta do Agreste"
1999 – Grande Prêmio Cinema Brasil, na categoria de Melhor Atriz, por atuação em "O Viajante"
2004 – Prêmio de Melhor Atriz pela APCA por atuação em “Mademoiselle Channel”
2005 – Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz por atuação em “Mademoiselle Channel”
2005 – Prêmio Shell de Melhor Atriz por atuação em “Mademoiselle Channel”
2007 – Lente de Cristal de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Miami por atuação em "Polaróides Urbanas"
2007 – Prêmio Faz Diferença 2006 de Melhor Atriz por atuação em "Mademoiselle Chanel"
2008 – Prêmio Contigo! De Melhor Atriz Coadjuvante por atuação em “Duas Caras”
2009 – Prêmio Arte Qualidade Brasil de Melhor Atriz Teatral Musical por atuação em “A Gloriosa”
2009 - Prêmio Brasil, por sua fisionomia. Marília não gostou da indicação e o dedicou a Suzana Vieira.
1986 – Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Festival de Gramado) por atuação em “Anjos da Noite”

Cagadas de palco

A pior de todas...........
Dia 17/09/2007 um "puta" de um PRESENTÃO pra mim que sou do dia 12, era uma sexta feira o municipal tava lotado, e eu uma "pilha" como sempre, era minha 1º VEZ, kkkkkk, como principal de uma peça, ainda muito inexperiente apesar de ter passado um ano e meio ensaiando meu personagem, tinha feito p valer só uma peça e tinha sido uma participação e depois só trabalhos pequenos na praça. Bom, fui com a cara e a coragem , ensaiei muitooooooooooo, me dediquei muitooooooooo, estudei muitoooooooo, afinal “ALICE” era uma menininha de 13 anos que na 1º versão da peça sofria com o convívio familiar, onde a mãe não ligava e o pai abusava dela, porém, no final tudo não passa de um pesadelo e fantasias de sua cabeça, depois disso nas outras versões “Alice” era louca e estava em um manicômio e na ultima ela estava em coma e morre. Em fim nenhuma dessas realidades tem a ver com a minha então estudei, estudei e estudei muitooooooooooooo.
Em todas as versões Alice tinha um “Pierrô” de brinquedo preto e branco, Lindo!!!!, eu perdi até a conta de quantas vezes ensaie com ele. E tava tudo CERTO!!!!!!!!!!! Mas no dia.......... em uma das 1º cenas em que o pai agarrava Alice por traz. Eu ainda não sei como????? MAIS A CABEÇA DO PIERRO SAIU QUICANDO PALCO A FORA!!!!!!!!!!!!!! Acredite!!!!!!! A galera atrás da coxia fez 1 minuto de silêncio involuntário, PANICO GERAL!!!!!! Eu não sabia o que fazer, continuei como se nada tivesse acontecido, mas não sabia se pegava a cabeça ou deixava lá, eu ia fazendo tudo com boneco DECEPADO na mão e a cabeça do outro lado do palco.............FODA!!!!!!!! a platéia não percebeu, acharam que fazia parte, pois era uma cena dramática, em que Alice perdia sua inocência que representada no boneco, junto com a minha cara de espanto, pronto!! formou!!! uma cena perfeita!!! Meu diretor desceu da cabine de som, deu a volta na rua, e entrou por traz do teatro BUFANDO.......Querendo que eu desse um jeito na tal cabeça, o infeliz quase infartou, hoje eu falo podia ter infartado mesmo, evitaria muita coisa......rsrsrsrs E quase foi dessa pra melhor quando eu no ALGE DO MEU DESESPERO fazendo a peça e fazendo de tudo pra não olhar pra aquela MALDITA cabeça a ALLINE AQUI sem vêr....é serio, eu não vi!! simplesmente CHUTA a cabeça...........................mais 2 minutos de silêncio atrás da coxia se passou, e quando o infeliz do diretor recobrou a consciência tiveram que segurar ele pra ele não subir no palco e fazer a mesma com a MINHA........Até que graças a Dionísio o Deus do Teatro eu consegui chegar na cena dos espíritos, onde um monte de gente entrava fazendo tipo de um “balé” em volta de mim e em todo o palco, eles vestiam umas roupas de pedaços de retalho branco que ficavam penhorados, MUITO LOUCAS!!!!!! E teve uma alma caridosa que aproveitou disso tudo e passou a mão na TAL cabeça e tirou ela do palco acabando com meu sofrimento, Numa jogada de mestre!!!!!!!!!!! Acabei a peça sem que o público percebesse o que tinha acontecido, ESSE É O GRANDE BARATO, SÓ VOCÊ é quem sabe que as coisas não saíram como deveria ter saído............kkkkkkkk numa situação assim isso ajuda,e muito!!! Mais até hoje, com mais experiência, já tendo aprendido e me virado bem em situações piores eu NUNCA vou esquecer desse dia, ainda porque a tal da cabeça saiu em TODAS AS FOTOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Depois dessa apresentação aprendi muito e ainda fiquei com “ALICE” 2 anos e fiz 3 versões diferentes dela, entrando no mapa cultural de São Paulo em 2009 e pegamos 2º com uma diferença de 0,33 de ponto do 1º, e também em 2009 no Nacional Brasileiro ficando em 4º lugar tambem com uma difereça de 0,33 de ponto do 3º colocado............ESSA FOI A PIOR................
Pra amenisar o cenario do fundo foi eu quem pintei!!!!!!!!rsrsrsr

Alline Machado em "ALICE"



"Enfrente seus Demônios Alice, enfrente seus demônios"

Não temo a morte
Prefira esse fato inelutável, ao outro que foi imposto.
O que é a vida????
Algo que me confiaram sem me consultar,
E que restituirei com indiferença.......

“Enfrente seus Demônios Alice, enfrente seus demônios”

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mais uma Ícone em referência as Teatro Brasileiro


Bibi Ferreira

O início
Fez sua estréia teatral aos 24 dias de vida, na peça Manhãs de Sol, de autoria de Oduvaldo Vianna, substituindo uma boneca que desaparecera pouco antes do início do espetáculo. Logo após os pais se separaram e Bibi passou a viver com a mãe, que foi trabalhar na Companhia Velasco, uma companhia de teatro de revista espanhola. Seu primeiro idioma, até os quatro anos, foi o espanhol. O idioma português e o grande amor pela ópera ela viria a aprender com o pai.

De volta ao Brasil, tornou-se a atriz mirim mais festejada do Rio de Janeiro. Entrou para o Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu por longo tempo, até estrear na companhia do pai. Aos nove anos teve negada a matrícula no Colégio Sion, em Laranjeiras, por ser filha de um ator de teatro. Completou o curso secundário no Colégio Anglo Americano e aperfeiçoou os estudos de balé em Buenos Aires, no Teatro Colón.

Sua estréia profissional nos palcos aconteceu em 1941, quando interpretou "Mirandolina", na peça La locandiera. Em 1944, montou sua própria companhia teatral, reunindo alguns dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, como Cacilda Becker, Maria Della Costa e a diretora Henriette Morineau. Pouco mais tarde, foi para Portugal, onde dirigiu peças durante quatro anos, com grande sucesso.

Década de 1960
Na década de 60, vieram os sucessos dos musicais, como Minha Querida Dama (My Fair Lady), estrelado por Bibi e Paulo Autran. Nessa época atuou também em musicais de teatro e televisão. Em 1960, iniciou a apresentação na TV Excelsior de São Paulo , de um programa ao vivo, que durante dois anos levou à televisão os maiores nomes do teatro.

Década de 1970
Bibi Ferreira participou, atuando ou dirigindo, de alguns dos grandes espetáculos teatrais e musicais montados no Brasil. Em 1970, dirigiu Brasileiro, Profissão: Esperança, de Paulo Pontes (foi numa das versões desse espetáculo que pela primeira vez dirigiu a cantora Maria Bethânia, na outra versão dirigiu Clara Nunes); em 1972, atuou em O Homem de La Mancha ao lado de Paulo Autran, com tradução de Paulo Pontes e Flávio Rangel, além das verões de Chico Buarque e Ruy Guerra para as canções; em 1975, participou de Gota d'Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes; em 1976, dirigiu Walmor Chagas, Marília Pêra, Marco Nanini e 50 artistas em Deus Lhe Pague, de Joracy Camargo.

Década de 1980
Na década de 1980, dirigiu de textos comerciais a peças de dramaturgia sofisticada, de musicais de grande porte a dramas intimistas. Em 1980, dirigiu Toalhas Quentes, de Marc Camoletti; em 1981, Um Rubi no Umbigo, de Ferreira Gullar, e Calúnia, de Lillian Hellman. No mesmo ano, com sua produção e direção, estreou O Melhor dos Pecados, de Sérgio Viotti, promovendo a volta aos palcos de Dulcina de Moraes, após vinte anos de ausência. Em 1983 voltou aos palcos com Piaf, a Vida de uma Estrela da Canção, espetáculo de grande sucesso de público e crítica. Por sua atuação recebeu os prêmios Mambembe e Molière, em 1984 e, no ano seguinte, da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP) e Governador do Estado. O espetáculo, que fez muitas viagens, permaneceu seis anos em cartaz e, em quatro anos, atingiu um milhão de espectadores, incluindo uma temporada em Portugal, com atores portugueses no elenco.

Dirigiu ainda inúmeros programas de televisão e shows de artistas da música popular brasileira, como Maria Bethânia nos anos 70 e 80.

Década de 1990
Nos anos 90, Bibi Ferreira reviveu seus maiores sucessos, remontando Brasileiro, Profissão: Esperança e fazendo um espetáculo em que cantava canções e contava histórias de Piaf. Em Bibi in Concert, comemorou 50 anos de carreira e, depois de anos de temporada, fez o Bibi in Concert 2. Em 1996 recebeu o Prêmio Sharp de Teatro. Encenou Roque Santeiro, de Dias Gomes, em versão musical. Em 1999, dirigiu pela primeira vez uma ópera, Carmen de Georges Bizet.

Década de 2000
No ano de 2001, Bibi estréia no Rio de Janeiro o espetáculo Bibi Vive Amália, no qual contava e cantava a vida da grande fadista portuguesa Amália Rodrigues. EM 2003 dirigiu Antonio Fagundes em Sete Minutos. Em 2004, lançou CD e DVD do show Bibi Canta Piaf, em que a artista interpretava a cantora francesa Edith Piaf. Em outubro de 2005, Bibi Ferreira estreou o show Bibi in Concert III - Pop, em São Paulo.

Em 2007 Bibi voltou ao teatro de prosa em Às favas com os escrúpulos, de autoria de Juca de Oliveira e dirigida por Jô Soares.

Em 2009, em pleno Ano da França no Brasil, voltou ao palco do Maison de France para uma curtíssima temporada de "Bibi canta e conta Piaf", do alto dos 87 anos, quando cantou Piaf e La Marseillaise, além do Chant des partisans.

Alline Machado em "Trem da História"


Abaixo a Ditadura! Abaixo a Ditadura!!!"A realidade se despiu baby"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cagadas de Palco

1º Cagada
Bom se tratando de Alline Machado, vão ler muiitasssssssss rsrsrsrsrsr mais em fim faz parte!!!!!
Minha primeira Cagada em cima do palco foi a alguns anos atrás, era minha primeira apresentação de verdade, no palco do municipal da cidade, eu tava eufórica!!!!! A peça chama o "Trem da Historia", e tratava sobre a ditadura militar no Brasil, e nos vestíamos como se estivéssemos na própria época, eu era uma Hippie de saia ate o pé roxa e uma camisa branca, bem "Hiponga" e me lembro como se fosse hoje, a peça era muito dinâmica e interagia com a platéia, e uma da cenas nós descíamos para platéia e fazia uma guerra de JORNAIS, que simbolizava o bombardeio da mídia em cima do povo, era um Barato!!!!!!!! um tremendo corre corre com a platéia no meio e eu com uma saia ATE O PÉ..... dá pra imaginar o que aconteceu né???? CHÃO!!!!!!!!! tropecei em um degrau que não vi e fui.....minha família tava bem na frente eles já conhecem e só faltou fazer o coral HUUUUUUUU..... eu apesar de muito sem graça levantei rápido de forma "cênica", como se fosse uma hippie fugindo da policia...kkkkkkkk Bom, colar colou, porque todo mundo achou que fazia parte mas até eu saber disso fui pra coxia e desabei!!!! Tremia, chorava, me xingava e tinha medo mais muitoooooo de voltar lá...... mais uma pessoa chegou e disse "o mais difícil você fez, levantou e segurou a peça de novo, agora volta la e termina" voltei e terminei e todos aplaudiram e gostaram. Senti a melhor sensação do mundo mas ela já é outra parte desse blog..............

Alline Machado em Valsa nº06


"....Então o assassino veio pela as contas..E que mais meu Deus! Não havia mais ninguém na sala só nós dois. Ele pedia "mais, mais ,mais forte." e ela ia tocando não ia parar nunca então o assassino cravou o punhal nas costas da moça. Gritou?? Gritou sim , mais não deu muito confiança a morte porque ia tocando mais e mais ate que a cabeça desabou sobre o teclado...."

A verdade

“Teatro é envolver o público na ideia, como se aquele momento fosse único e inexplicável, podendo ate ele mesmo (o público ) se sentir na história. É uma mentira de verdade, só que bem planejada e ensaiada. Uma bela mentira.”

Tutty

“Fui escolhida pelo teatro e, desde então, não sei fazer outra coisa.”

Um Ícone em referencia do Teabro Brasileiro!!!


Foi a primeira atriz contratada pela recém-criada TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951. Na emissora, entre 1951 e 1953, participou de cerca de 80 peças, exibidas nos programas Retrospectiva do teatro universal e Retrospectiva do teatro brasileiro. Sob a direção de Jacy Campos, Chianca de Garcia e Olavo de Barros, atuou ao lado de Paulo Porto, Heloísa Helena, Grande Otelo, Fregolente e Colé. Participou também de programas policiais escritos por Jacy Campos e Amaral Neto.

No teatro, Fernanda Montenegro ganhou o prêmio de atriz revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, em 1952, por seu trabalho nas peças Está lá fora um inspetor, de J.B. Priestley, e Loucuras do Imperador, de Paulo Magalhães. Ainda na década de 1950, fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).

Entre 1953 e 1955, a atriz participou de diversos teleteatros na TV Tupi de São Paulo, apresentados no programa Grande teatro Tupi. De volta à Tupi carioca, atuou em mais de 160 peças apresentadas naquele programa de 1956 a 1965. Em 1959, formou sua própria companhia teatral, a Companhia dos Sete, com Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli, Alfredo Souto de Almeida e Fernando Torres. A atriz é considerada uma das grandes damas do teatro brasileiro, tendo recebido diversos prêmios ao longo da carreira, por espetáculos como A moratória (1955), de Jorge Andrade; Nossa vida com papai (1956); Vestir os nus (1958); O mambembe (1959), com direção de Gianni Ratto; Mary, Mary (1963), dirigido por Adolfo Celi; Mirandolina (1964), de Carlo Goldoni; A mulher de todos nós] (1966), dirigida pelo marido, Fernando Torres; As lágrimas amargas de Petra von Kant (1982); Dona doida, um interlúdio (1987), entre muitas outras peças.

Em 1963, contratada pela TV Rio, atuou nas novelas Pouco amor não é amor e A morta sem espelho, ambas de Nelson Rodrigues, com direção de Fernando Torres e Sérgio Britto, respectivamente. Em 1964, fez mais duas novelas dirigidas por Sérgio Britto: Vitória e Sonho de amor, esta última uma adaptação feita por Nelson Rodrigues do romance O tronco do ipê, de José de Alencar, produzida pela TV Rio e exibida também em São Paulo pela TV Record.

Em 1965, na recém-criada TV Globo, Fernanda Montenegro participou do programa 4 no Teatro, que apresentou uma série de teleteatros sob a direção de Sérgio Britto. Em sua estréia na emissora, a atriz atuou nas peças Massacre, de Emanuel Robles, e As três faces de Eva, de Janete Clair.

No ano seguinte, na TV Tupi, interpretou a personagem Amália, na novela Calúnia, de Talma de Oliveira. Em 1967, estreou na TV Excelsior como Lisa, em Redenção, novela de Raimundo Lopes. Dirigida por Reynaldo Boury e Waldemar de Moraes, Redenção foi um grande sucesso, atingindo 596 capítulos e se tornando um marco na história das telenovelas brasileiras.

Ainda na TV Excelsior, em 1968, Fernanda Montenegro viveu a Cândida em A muralha, adaptação de Ivani Ribeiro da obra de Dinah Silveira de Queiroz. Com direção de Sérgio Britto e Gonzaga Blota, a novela foi considerada uma superprodução em sua época. Na mesma emissora, em 1969, a atriz viveu a personagem Júlia Camargo, de Sangue do meu sangue, escrita por Vicente Sesso, quando foi novamente dirigida por Sérgio Britto.

Fernanda Montenegro deixou a TV Excelsior em 1970 e manteve-se afastada da televisão durante nove anos, intervalo quebrado apenas pela realização de dois trabalhos: o teleteatro A Cotovia, de Jean Anouilh, para a TV Tupi, em 1971, e um Caso Especial da TV Globo, em 1973. Este Caso especial estrelado pela atriz era uma adaptação da tragédia Medéia, de Eurípedes, feita por Oduvaldo Vianna Filho. Levado ao ar no mesmo dia e horário da estréia do programa do Chacrinha na TV Tupi, o especial da TV Globo surpreendeu conseguindo 20 pontos de vantagem sobre o concorrente, segundo as pesquisas do Ibope.

Ainda na década de 1970, a atriz integrou o elenco da novela Cara a cara (1979), de Vicente Sesso, na TV Bandeirantes. Na trama, dirigida por Jardel Mello e Arlindo Barreto, a atriz viveu a personagem Ingrid Von Herbert, egressa de um campo de concentração nazista.

Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em Baila comigo, de Manoel Carlos. Sua personagem, Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para a atriz, que foi dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan. No mesmo ano, viveu a milionária Chica Newman de Brilhante, novela de Gilberto Braga. Na trama, Luísa (Vera Fischer) é escolhida por Chica Newman para se casar com seu filho Ignácio (Dennis Carvalho), que é homossexual. Mas a moça acaba se envolvendo com Paulo César (Tarcísio Meira), homem de origem humilde, casado com Isabel (Renée de Vielmond), filha de Chica.

Em 1983, Fernanda Montenegro protagonizou cenas hilariantes ao lado de Paulo Autran, como os primos Charlô e Otávio de Guerra dos Sexos, novela escrita por Sílvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando e Guel Arraes. Obrigados a conviver na mesma casa e na mesma empresa devido ao testamento de um tio, os dois empreendiam "batalhas" diárias, numa verdadeira guerra. A censura impôs mudanças em personagens, diálogos e cenas. Ainda assim, a novela foi um sucesso e recebeu diversos prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre eles o de melhor atriz para Fernanda Montenegro.

Em 1986, a atriz participou de Cambalacho, outra comédia de Silvio de Abreu, dirigida por Jorge Fernando. Como o título sugere, o ponto de partida da trama eram os trambiques armados por Leonarda Furtado, a "Naná", personagem de Fernanda Montenegro, e Jerônimo Machado, o "Gegê", interpretado por Gianfrancesco Guarnieri.

Quatro anos depois, Fernanda Montenegro fez uma participação especial, no papel de Salomé, em Rainha da Sucata, novela de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e José Antônio de Souza. Ainda em 1990, interpretou a Vó Manuela na minissérie Riacho doce, de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn. A minissérie se passa em uma cidade do nordeste liderada por Vó Manuela, uma mulher mística e poderosa que exerce total domínio sobre seu neto Nô (Carlos Alberto Riccelli).

Em 1991, na novela O dono do mundo, de Gilberto Braga, Fernanda Montenegro foi Olga Portela, uma requintada cafetina que, apesar de picareta, conquistou a simpatia do público. Dois anos depois, apresentou uma atuação marcante como Jacutinga, a dona de um bordel no interior da Bahia, na primeira fase da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa. Ainda em 1993, participou – como Madalena Moraes – da novela O mapa da mina, a última de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1994, como Quitéria Campolargo, a atriz integrou o elenco estelar de Incidente em Antares, que reuniu nomes como Marília Pêra, Regina Duarte, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Flávio Migliaccio, Betty Faria e Diogo Vilela. A minissérie era uma adaptação de Nelson Nadotti e Charles Peixoto do livro homônimo de Érico Veríssimo.

Em seguida, em 1997, Fernanda Montenegro viveu o papel-título de Zazá, novela de Lauro César Muniz. Sua personagem é uma mulher idealista, que tenta buscar uma solução para a vida medíocre dos sete filhos, ao mesmo tempo em que enfrenta várias adversidades para fazer seu projeto de avião atômico – o BR-15 – sair do papel, e provar que não é louca quando afirma ser filha de Santos Dumont.

Em 1999, por sua atuação no filme Central do Brasil, de Walter Salles, foi a primeira artista brasileira a ser indicada para o Óscar de melhor atriz. Um ano antes, ainda por sua atuação naquele filme, recebeu o Urso de Prata do Festival de Berlim.

Ainda em 1999, a atriz fez o papel de Nossa Senhora na minissérie O Auto da Compadecida, adaptação da premiada peça de Ariano Suassuna feita por Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, e transformada em filme no ano seguinte. Em 2001, viveu a Lulu de Luxemburgo de As filhas da mãe, de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e Bosco Brasil.

Fernanda Montenegro participou da primeira fase de Esperança (2002), novela de Benedito Ruy Barbosa, em que fez o papel da italiana Luiza, a avó da protagonista Maria, interpretada por Priscila Fantin. Em 2005, na premiada minissérie Hoje é dia de Maria, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a atriz interpretou a madrasta, voltando a atuar na segunda jornada da série como Dona Cabeça, narradora da trama. Em 2006, brilhou na novela Belíssima como a vilã Bia Falcão, matriarca da família Assumpção. A trama de Silvio de Abreu prendeu a atenção dos telespectadores até o último capítulo, quando a personagem de Fernanda Montenegro, em vez de receber a esperada punição, terminou numa suíte em Paris ao lado do jovem Matheus (Cauã Reymond). Um de seus mais recentes trabalhos na TV Globo foi a minissérie Queridos amigos (2008), de Maria Adelaide Amaral, como intérprete de Iraci.

Ao longo de sua trajetória profissional, Fernanda Montenegro recebeu prêmios importantes por seus trabalhos tanto no teatro quanto no cinema. Em 1985, foi convidada pelo então presidente José Sarney para ocupar o Ministério da Cultura, mas recusou. Em 1999, foi condecorada com a maior comenda que um brasileiro pode receber do presidente da República, a Ordem Nacional do Mérito Gran Cruz, "pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras". Na época, uma exposição realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, comemorou os 50 anos de carreira da atriz. Em 2004, aos 75 anos, recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca, em Nova Iorque.

Entre os filmes em que atuou no cinema estão A Falecida (1964) e Eles não usam black-tie (1980), ambos de Leon Hirszman. E, mais recentemente, Olga, de Jayme Monjardim, onde interpretou Leocádia Prestes, mãe do líder comunista Luís Carlos Prestes; Redentor (2004), dirigido por seu filho, Cláudio Torres; Casa de areia (2005), filme dirigido pelo genro Andrucha Waddington, marido de sua filha, a atriz Fernanda Torres; e O amor nos tempos do cólera (Love in the time of cholera), de Mike Newell, lançado em 2007, onde fez a personagem Tránsito Ariza, mãe do personagem do ator espanhol Javier Bardem.

Sugestão de uma "Boa Pedida" pra Leitura



Ana Lúcia Vieira de Andrade, professora doutora em Estudos Hispânicos pela McGill University, com especialidade em Teatro Brasileiro, que atuou profissionalmente no Programa de Pós-Graduação em Teatro da UNIRIO como professora e pesquisadora de 2003 a 2007, em parceria com Ana Maria Bulhões de Carvalho, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Teatro da UNIRIO.

Pois é, mais de um ano depois o livro A Mulher e o teatro brasileiro do século XX vai - finalmente! - será lançado na próxima terça, dia 25 de novembro, no Espaço Cultural Furnas (Rua Real Grandeza, 219 - Botafogo) e, esta que vos escreve está a caminho do Rio de Janeiro para a noite de autógrafos. Afinal, não sou - ainda! - uma fera, mas como sempre gostei de estar entre elas, para exercitar minha vocação de aprendiz, integro o time de autores do livro.

Com o objetivo principal de discutir o lugar da mulher no teatro brasileiro como empresária, dramaturga, encenadora e atriz, a fim de estabelecer a relevância do papel de nomes como Bibi Ferreira, Dercy Gonçalves, Tonia Carrero, Cacilda Becker, Maria Della Costa, Dulcina de Moraes, Fernanda Montenegro, Bia Lessa, Marília Pêra e outros para a cena e a cultura nacionais, o livro busca explicitar a contribuição de cada uma dessas personalidades para o desenvolvimento do teatro moderno no Brasil do século XX.

Segundo Ana Lúcia, "é um projeto que busca valorizar os ícones femininos que ajudaram a escrever a história dos nossos palcos através de um mergulho em suas biografias, carreiras e no tipo de intervenção estética proposta por cada uma delas

No mesmo Espaço Furnas Cultural já está aberta, desde o dia 6 de novembro, uma exposição com o mesmo título do livro. A exposição reúne imagens que vão, cronologicamente, dos primeiros anos do século XX até a década de 1990, apresentando, também, em vídeo digital, algumas das performances femininas mais memoráveis da cena brasileira. Imperdível os vídeos de Bibi Ferreira em Gota d'água e de Fernanda Montenegro em As lágrimas amargas de Petra Von Kant.
Bibi Ferreira com 18 anos.


Já o livro, editado pela Hucitec e realizado com verba do MEC através da Fundação CAPES, é composto por entrevistas, artigos e depoimentos e conta com os seguintes colaboradores: Sérgio Britto, que escreve sobre Fernanda Montenegro; Maria Thereza Vargas, sobre Cacilda Becker e Tônia Carrero; André Valli, sobre Marília Pêra; Deolinda Vilhena, sobre Bibi Ferreira; Tania Brandão sobre Maria Della Costa; Virgínia Namur sobre Dercy Gonçalves; Sérgio Fonta sobre Dulcina de Moraes; Angela Reis sobre Eva Todor.

Some-se a esses textos os depoimentos de Leilah Assunção, Consuelo de Castro e Maria Adelaide Amaral em entrevista concedida a Ana Lúcia Vieira de Andrade; entrevista de Bia Lessa concedida a Flora Sussekind; depoimento de Maria Helena Kühner; entrevista de Inês Cardoso com Lúcia Coelho (criadora de teatro de bonecos); texto de Inês Cardoso sobre o teatro de Maria Clara Machado; texto de Cláudia Braga sobre Bárbara Heliodora; texto de Marise Rodrigues sobre Maria Jacintha.

Fernandinha Montinegro.

Detalhe: os colaboradores são, em sua maioria, doutores em teatro que escreveram dissertações, teses ou trabalhos mais vastos sobre as personalidades que analisam.


Marília Pêra e Nestor de Montemar em Onde canta o sábia (1966)


Além do livro e da exposição o projeto A Mulher e o teatro brasileiro do século XX envolve, também, o lançamento de um documentário intitulado Virgínia Lane e o Teatro de Revista Carioca.

O documentário é um trabalho de cunho histórico, de resgate da nossa memória artística e cultural, no qual se discute temas como o surgimento das revistas, sua construção como gênero, a relação da mulher com esse tipo de teatro, a censura getulista, o cinema da época, os artistas da revista e a trajetória da vedete Virgínia Lane nos palcos do Rio de Janeiro e do Brasil entre as décadas de 1930 e 1960.

As atividades do dia 25 de novembro no Espaço Cultural de Furnas terão início às 18h com a exibição do documentário, em seguida haverá uma mesa-redonda da qual participarão Leilah Assunção, Consuelo de Castro, Maria Thereza Vargas e esta colunista de vocês. Para encerrar a festa a noite de autógrafos, com direito a um coquetelzinho básico que ninguém é de ferro.
Marilia Pera.

Quando mandei um convite para meu amigo Sérgio Farias, ele não perdeu a "deixa" e fez a observação seguinte - diga-se de passagem mais do que pertinente:

- Note-se que, como é usual, usa-se o termo teatro brasileiro para se falar do teatro que se faz no Rio e São Paulo... importante estimular a pesquisa e a escrita sobre o teatro que se faz em outras paragens.

Aproveito meu espaço em Terra Magazine para sugerir, publicamente, a Ana Lúcia Vieira de Andrade que o segundo volume de A Mulher e o teatro brasileiro do século XX inclua algumas atrizes importantes de outros estados. Só assim, nos aperfeiçoando a cada edição, a cada dia, poderemos escrever a verdadeira história do Teatro Brasileiro, mesmo sabendo, que apesar de todos os nossos esforços, ela jamais estará integralmente escrita.

Mas podemos fazer a nossa parte. Espero encontrar no Rio todos os meus amigos queridos e os que não puderem ir ao nosso encontro no Espaço Cultural Furnas podem, e devem, procurar A Mulher e o teatro brasileiro no século XX nas boas casas do ramo, excelente presente de Natal para mães, pais, avós, avôs, filhos, netos. Afinal conhecer a história dos que fizeram esse país é conhecer melhor a sua própria história...